GESTMargem, rentabilidade e precificação

Medir a margem real

A empresa sabe qual é a margem real depois de considerar descontos, impostos, frete, perdas, prazo e custo financeiro?

Como fica quando está bem feito

A empresa deixa de olhar apenas markup ou margem de tabela e considera fatores que corroem resultado, como descontos, impostos, frete, comissão, prazo, custo financeiro, devoluções e perdas.

A DRE é gerencial, não só contábil. Existe relatório mensal que abre vendas líquidas → impostos → CMV → frete → comissão → custo financeiro → margem de contribuição. A diretoria enxerga onde o dinheiro está se formando — e onde está se perdendo.

Causas mais comuns

  • Margem calculada sobre preço bruto sem descontar impostos, fretes e devoluções
  • Custo do prazo dado ao cliente não está embutido no preço
  • Bonificações e verbas comerciais não tratadas como redução de receita
  • DRE contábil usada para decisão gerencial

Erros comuns ao implementar

  • Achar que margem bruta basta — margem bruta não diz se o cliente dá lucro
  • Tratar bonificação como desconto comercial
  • Comemorar receita crescendo sem olhar margem
  • Não revisar verbas no fechamento

Plano de ação

30 dias
  • 1.Mapear todos os descontos e bonificações ativas
  • 2.Calcular margem real de pelo menos 3 produtos ou clientes importantes
  • 3.Comparar margem de tabela com margem real
60 dias
  • 1.Montar DRE gerencial ajustada com as 7 linhas essenciais
  • 2.Incluir custo do prazo como dedutor da margem
  • 3.Revisar classificação de deduções na DRE contábil
90 dias
  • 1.Implantar cálculo mensal de margem real por canal ou segmento
  • 2.Usar margem real nas decisões de precificação
  • 3.Criar alerta quando margem real cair mais de 2 p.p. em um mês
← Capacidade anteriorVer arquétipo GESTPróxima capacidade →